domingo, 9 de junho de 2013

Avaliação de Games Educativos na Educação Infantil
Descrição do software: Coelho Sabido Maternal


“Este software foi projetado para que a criança adquira segurança ao ser introduzida ao uso do computador concentrando-se nas tarefas, sem a necessidade de clicar o mouse durante as atividades. Exercita a percepção visual e auditiva, a coordenação motora e a memorização. Desenvolve habilidades essenciais ao processo de alfabetização, como identificação de cores, contagem de números, reconhecimento de letras, formas e sons. Acompanha guia para pais e professores, com sugestões sobre como aproveitar ao máximo as possibilidades pedagógicas oferecidas pelo programa. Inclui divertidas canções que também podem ser tocadas no CD player.”

Requisitos de sistema:
Micro: 486 DX – 66 MHz ou superior, Memória RAM: 8 MB, Sistema de vídeo: SVGA 256 cores, Drive de CD-ROM de dupla velocidade.







Análise I – Avaliação Técnico-pedagógica


● Apresentação Gráfica: O software apresenta imagens bem definidas e cores claras que facilitam a visualização.
● Qualidade do som: Os sons são adequados à temática, a linguagem é clara e utilizada em todas as etapas.
● Linguagem utilizada: a linguagem é rica e adequada à idade, as instruções são claras utilizando o português padrão.
Interação do aluno: há uma interação com o participante, adequado à idade.
● Propostas de realização de trabalho: a temática do software é significativa, explora conteúdos relativos ao aprendizado nesta idade.
● Velocidade: o tempo resposta é satisfatório, e varia de acordo com o término do jogo. A velocidade também é satisfatória, a criança define a transição da tela.
● Manual: é de fácil compreensão, as orientação são feitas alinhadas a desenhos.

Análise II- Fundamentação Didático-Pedagógica

● Os tipos de abordagens: A abordagem é instrucionista, pois há uma presença constante de instruções no decorrer das atividades.
● Aspectos enfatizados pelo software: atenção/concentração.
                                                               Resolução de problemas.
                                                           Pensamento Lógico.
                                                           Combinação de vários aspectos.
● O tratamento dado ao erro não está delegado a punições, se a criança erra, ela tem várias chances de tentar até acertar, e tem orientações do software.
● O software se apresenta como autônomo, como ensino programado onde o mesmo é quem dá orientações, mas possibilita intervenção também do professor por referir a uma faixa etária a atender o maternal.
● As atividades que predominam no software são de níveis relacionais e também sequenciais.
                                   Relacionais: pois permite ao participante relacionar-se com os outros fatos, tais como: sons de animação, numerais, cores... Ainda procura a aquisição de determinadas habilidades, permitindo que o aluno faca relações com outros fatos ou outras fontes de informação.
                                               Sequenciais: pois apresenta em alguns momentos um objetivo de transferir informações.

                                     Análise III- Em relação ao Conteúdo            

● O software não apresenta nenhum tipo de preconceito- religioso, racial ou de sexo-
● Não apresenta condutas violentas, nem mesmo promove atitudes que contrarie os valores do projeto educacional da instituição onde pode ser utilizado (escola).
● O conteúdo é adequado e atrativo à idade que se dirige o programa, pois possui conteúdos adequados e explora os objetivos propostos a essa faixa etária.
● Apresenta único caminho para a solução do problema, após a escolha do jogo, só há um caminho para a solução do problema.
● Apresenta diferentes alternativas de uso para que não se torne cansativo para o alunos, explorando diferentes jogos, envolvendo formas geométricas, números, cores, animais, sons, etc.
● Trata de temas que não fiquem obsoletos em curto prazo, pois são conteúdos explorados na aprendizagem da criança.
● Os conteúdos e as atividades respondem às necessidades de ensino-aprendizagem dos nívens e áreas do conhecimento a que se dirige.


Segunda parte:
Planejamento da atividade

Área de Conhecimento: Português
Turma: Maternal III
Duração: 4 aulas de 30 minutos distribuídas em 4 dias.
Perfil da turma: 12 alunos com faixa etária de 3 anos de uma escola da rede particular de ensino.
Conteúdo: Musicalização e expresão.


Justificativa:
               As músicas associadas aos movimentos corporais devem ser utilizadas com bastante frequência na educação infantil, atende as preferências dessa faixa etária e possibilita o aprendizado de forma prazerosa e interessante.

Objetivos:
Ouvir, perceber e discriminar eventos e fontes sonoras.
Desenvolver a comunicação e expressão através da linguagem musical.

Recursos didáticos:
Instrumentos;
Aparelho de som;
Letras de músicas;
Software Coelho sabido do maternal;
Sala de multimídia e laboratório de informática.

Desenvolvimento:

           Inicialmente  a proposta é reunir a turma para cantarmos algumas músicas ao ar livre utilizando o aparelho de som e o CD Player, onde a turminha terá o comando de fazer imitação dos sons dos animais e dançarem. Após levaremos a Tuma a sala de informática para terem o contato com o game disponível.
           Crianças em duplas quando estiverem no laboratório de informática (uma dupla por computador);
Na sala de multimídia ou sala de aula a formação será livre e também direcionada.
Apresentaremos o software e atividades musicais tais como canto e dança; imitação do sons dos animais.
Trabalhar as emoções através das músicas com expressões faciais, canto, dança e criatividade.

 Procedimento de Avaliação:
A avaliação será feita através da observação diária das crianças. Será formativa ao longo do tempo e de todo processo de aprendizagem.


Referência:
Coelho Sabido Maternal: Software em português. Disponível em: <http://www.softwareseducativos.net.br/coelho-sabido/coelho-sabido-maternal Acesso em 31 de maio.

A UTILIZAÇÃO DE COMPUTADORES NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A UTILIZAÇÃO DE COMPUTADORES
NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Estamos vivendo em épocas de mudança, em um tempo de informação simultânea, um tempo de informatização, todas as informações são processadas e repassadas com grande rapidez.
A escola também vive esta nova fase ou era de transformação pela informação e informática, acompanhada por alegrias e preocupações, se de um lado entendemos o educando como autor de seu processo de criação, por outro vemos o professor e a escola distantes ainda deste novo conhecimento, nossa principal preocupação neste momento é:
...como utilizar pedagogicamente esta tecnologia? Que potencialidades oferece?
É necessário ter consciência, que uma utilização educativa que tire partido das potencialidades da informática, modificará substancialmente a maneira de aprender e de ensinar, os métodos de trabalho e o próprio funcionamento da instituição escola. Precisar com exactidão situações, contextos e potencialidades da informática educativa não é ainda tarefa fácil. (Meirinhos, 2000)
Ao utilizarmos as tecnologias nos deparamos com alguns questionamentos, um deles é qual a idade correta para que a criança comece a utilizar o computador. Em seu artigo, o professor Manuel Meirinhos nos diz que não existe uma idade correta para o uso do mesmo, isto depende da consciência de cada um, pois o que vou acessar é minha responsabilidade, então aí que surge mais uma vez o encargo do professor, ou seja, é ele que vai apresentar bons softwares para as crianças e planejar sua aula educando a consciência do aluno para uma escolha responsável.
A formação do professor para a utilização destas novas tecnologias é de fundamental importância é ele que vai ajudar na mediação do conhecimento, é também o educador, Meirinhos define a formação dos professos abrangendo: formação para o meio, formação para a utilização como ferramenta, formação com o meio. A formação para o meio: visa tornar os educadores conscientes da influência que o meio pode exercer em quem o utiliza. A utilização do computador como ferramenta: exige uma nova forma de alfabetização neste mundo digital levando em conta o novo contexto, buscando um muito conhecimento sobre as novas tecnologias presentes no cotidiano. Formação para a utilização da informática como meio: para que o computador seja um instrumento de trabalho que facilite o processo pedagógico do educando é necessário que este além de estar presente em sala de aula se sinta a vontade para interagir com a maquina:
Para além de saber trabalhar com o computador é necessário possuir formação para o meio (acima referida), possuir conhecimentos sobre software educativo, e aliar esta formação informática à formação psicopdagógica. (Meirinhos, 2000)
A partir do software existente, com estratégias adequadas, e em função das capacidades e conhecimentos da criança, podem-se realizar actividades muito atractivas, que podem contribuir (segundo Oró, 1997) para o desenvolvimento do processo de autoaprendizagem e de correcção dos próprios erros. Aumentar a responsabilidade na tomada de decisões nas tarefas a realizar. As crianças adquirem destrezas e habilidades relacionadas com a psicomotricidade fina e adquirem a dimensão espacial para além de um só plano. Desenvolvem também, a compreensão da linguagem iconográfica e visual, aumenta a autoestima e a colaboração. (Meirinhos, 2000)
O texto completo de Manuel F. A. Meirinhos você encontra disponível em:

Escola pública na Rocinha traz a Internet para a sala de aula


29/04/2013 - Por Luiza Cunha (Fonte: Portal Techtudo – Globo.com)
  • Escola pública na Rocinha traz a Internet para a sala de aula

    Escola modelo adota notebooks e Internet dentro da sala de aula em tempo integral (Foto: Luiza Cunha/TechTudo)
    Lugar para usar a Internet, o Skype e redes sociais é na escola. Pelo menos para os 180 alunos da Escola Municipal André Urani, na Rocinha. Essa novas instalações do colégio-modelo pouco lembram as tradicionais salas de aula e já fazem parte do dia a dia dos alunos.
    No lugar dos lápis e cadernos entraram os computadores e o acesso à web. O antigo quadro negro foi substituído por lousas inteligentes e as paredes que dividem salas. Até a matemática mudou. E ficou mais fácil: os problemas e as contas são resolvidos pelos notebooks, com animações e videoaulas da Educopédia.
    Localizada em uma das maiores comunidades do Rio de Janeiro, o colégio é parte do projeto Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais (Gente) – uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, o Ministério da Educação e a iniciativa privada. O modelo foi inspirado em outras instituições internacionais e é inédito na rede pública brasileira.
    Salas amplas permitem a livre circulação de crianças e informações (Foto: Luiza Cunha/TechTudo)
    O colégio já existia com o método tradicional de ensino e há dois meses instalou a nova estrutura do sétimo ao nono ano do ensino fundamental. A escola-modelo também adotou o Skype e as redes sociais para completar as aulas. No local, os alunos têm acesso a professores que são cadastrados no sistema de ensino da Educopédia.
    Grande parte dos alunos já estava familiarizada com as ferramentas, mas trazê-las para sala foi uma grande novidade. "A gente lê a questão e marca a resposta. Tudo no computador. Quando eu não entendo alguma coisa, eu mesma posso procurar na Internet por algum vídeo ou aula", disse Mariana, aluna de 14 anos.
    O papel do professor dentro de sala
    Mesmo com toda a estrutura tecnológica, os professores não perdem seu papel. Dentro do colégio-modelo, eles funcionam como mentores, que não têm um plano de aula definido, mas acompanham o andamento de cada aluno dentro das tarefas. E passaram a ter um novo desafio: como ensinar os alunos a filtrar o que podem ou não acreditar nas páginas da web.
    As lições partem sempre da Educopédia e, em seguida, os estudantes ficam livres para buscar na Internet assuntos relacionados. A autonomia, entretanto, não faz com que o espaço de escola se perca.
    Aplicativo permite que professores acessam a tela dos alunos (Foto: Luiza Cunha/TechTudo)
    Do próprio computador, cada um dos professores sabe qual página os alunos acessam. "Nosso papel é fazer com que eles atinjam as metas, que são as antigas provas. Sempre deixamos eles livres para circular entre uma disciplina e outra, escolher Português e intercalar com lições de Geografia, por exemplo, mas precisamos ficar de olho", explica Márcia que, antes de começar a trabalhar no colégio, dava aulas pelo método tradicional.
    Assim com ela, os profissionais da Escola Municipal André Urani concordam que o formato antigo dos colégios está ultrapassado. Se a tecnologia facilita tantos processos no dia a dia, ela também precisa ser parte da rotina da escola. Para a professora, o processo ficou mais completo. "Em uma aula de Ciências, a gente fala de uma doença e as crianças procuram na Internet. Facilita muito. Antes ficávamos presos ao que víamos na apostila, mas agora eles mesmos podem procurar no Google sobre o que a gente está falando."
    Projeto completa dois meses
    Ainda em fase experimental, o projeto completa apenas dois meses. Para o subsecretário de Novas Tecnologias na Secretaria Municipal de Educação, Rafael Parente, todos estão aprendendo juntos a lidar com a Internet dentro da sala de aula. "Foi preciso que todo mundo acreditasse. É um processo novo, então, estamos tentando juntos, nós, os alunos e os pais."
    Instalações trazem rostos dos alunos: novos estímulos ao aprendizado (Foto: Luiza Cunha/TechTudo)
    O colégio fica dentro de uma das maiores comunidades do Rio de Janeiro, que tem mais de 100 mil habitantes. "Muitos responsáveis ainda não entendem muito bem o novo modelo ou ficaram até com medo. Vários não tiveram a oportunidade de estudar ou não estão de fato inseridos num contexto tecnológico, mas mesmo assim, a maioria topou arriscar junto com a gente. E tem funcionado muito bem."
    Os próximos passos são relacionados à expansão do método de ensino. A partir do ponto inicial, que era o uso da Internet e plataformas digitais para crianças próximas ao ensino médio, a direção do Gente pretende passar a atuar também nas primeiras séries do fundamental.
    Rafael e a divisão de Novas Tecnologias estudam parcerias para que a rede pública estadual, responsável pelos três últimos escolares, adote o sistema. "Queríamos começar de algum ponto e conseguimos. Agora queremos aumentar nosso alcance e evitar que os alunos saiam daqui e caiam numa sala de aula 'normal'. Acho que ninguém ia gostar de voltar pra lá."